Quem produz as narrativas que circulam pelo mundo? E quem tem o poder de definir quais culturas e conhecimentos serão reconhecidos e legitimados?
Essas são algumas das questões discutidas em um novo artigo do professor Afonso de Albuquerque, coordenador do CODES, publicado na revista Communication Theory.
O estudo revisita o debate sobre imperialismo cultural e midiático, que ganhou força nas décadas de 1960 e 1970, em meio aos processos de descolonização.
Ao longo das décadas seguintes, especialmente a partir dos anos 1990, a produção acadêmica anglófona, especialmente dos Estados Unidos e do Reino Unido, passou a dominar esse campo de discussão.
O artigo analisa como ocorreu essa mudança, suas consequências para a produção do conhecimento e as perspectivas para o debate em um mundo cada vez mais multipolar.
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